12 serras circulares de quatro discos para um cliente da região de Kaunas, na Lituânia
Em fevereiro de 2026 chegaram à região de Kaunas, na Lituânia, 12 serras circulares ROLMEX de quatro discos. O destinatário é um dos maiores compradores de máquinas municipais daquele mercado e as cabeças vão trabalhar na manutenção de infraestruturas e de espaços verdes. Uma encomenda desta dimensão é um bom momento para explicar para que precisa uma administração rodoviária de uma serra circular montada num braço hidráulico e como se escolhe essa serra para uma tarefa concreta.

O que incluiu a entrega
- 12 unidades de serras circulares na versão de quatro discos,
- quatro motores hidráulicos independentes em cada cabeça,
- destinatário: um dos maiores compradores de máquinas municipais da Lituânia,
- local de destino: a região de Kaunas,
- âmbito dos trabalhos: manutenção de infraestruturas e de espaços verdes.
Para que serve a uma administração rodoviária uma serra circular no braço
A tarefa típica de uma serra suspensa num braço é a manutenção do gálibo rodoviário, ou seja, do espaço livre acima e ao lado da faixa de rodagem. Os ramos que avançam sobre a faixa de rodagem, que tapam a sinalização ou que roçam nos veículos têm de ser cortados de forma limpa, a vários metros de altura. A ficha da série TR descreve esta aplicação de forma direta: a cabeça serve para a desramação e o corte de ramos a partir do braço da máquina — na zona da estrada, em taludes, ao longo de vedações e em terrenos arborizados — sem que o operador saia da cabina.
Na série de serras circulares TR, a ficha de produto indica larguras de trabalho de 1300 mm (TR130) a 2000 mm (TR200) e um diâmetro máximo do material cortado de 120 ou 150 mm, consoante o modelo. Os discos têm 600–650 mm de diâmetro. Tem também importância prática o ângulo de ataque variável da cabeça até 15˚, que permite ajustar o plano de corte ao traçado das copas das árvores ou à linha da vedação, em vez de serrar aos degraus.
Quando a serra e quando a tesoura-guilhotina
A serra circular dá boa conta do recado na desramação e no corte nas copas. Para a desmatação de bermas e valas junto ao solo escolhe-se mais frequentemente a tesoura-guilhotina TGR-155: 1550 mm de largura de trabalho, diâmetro máximo do material cortado de 120 mm, rotação da cabeça de 180˚-235˚ e massa de 240 kg. A sua ficha indica um rendimento de 0,2 – 0,7 km/h e exige marcha super-reduzida no trator — números que vale a pena inscrever no planeamento antes de se programarem os quilómetros da época.
O número de motores na cabeça de discos
O número de motores hidráulicos não é um parâmetro de marketing, mas sim uma decisão construtiva sobre a forma de transmitir o acionamento. O catálogo ROLMEX mostra-o no exemplo da série TR: a TR130 trabalha com dois motores na versão com correias trapezoidais, a TR155 e a TR165 com três motores na versão isenta de manutenção — sem correias, sem correntes e sem sistema de lubrificação —, a TR180 com três motores na versão isenta de manutenção ou com correias trapezoidais, e a TR200 existe na variante com dois ou quatro motores hidráulicos, na versão com correias trapezoidais ou com acionamento hidráulico.
Para o utilizador, isto significa menos peças a desgastar-se no terreno. O fabricante indica que o sistema hidráulico patenteado, livre de correias trapezoidais, garante maior fiabilidade e menor risco de avaria, e que o sistema de válvulas de corte a seco protege contra a perda de óleo. Numa frota de manutenção que trabalha em plena via, cada elemento a menos para tensionar e lubrificar é uma posição a menos na revisão sazonal.
O portador decide até onde chega a cabeça
A cabeça é acionada hidraulicamente, pelo que — como indica a ficha da série TR — a adequação é determinada pelo modo de fixação ao braço e pelo caudal do sistema hidráulico do portador. Já o alcance do braço decide qual a largura da faixa abrangida numa única passagem, e as fichas técnicas indicam para ele mínimos concretos. Os corta-matos de braço da série KR POWER são o KR-520, com 5,6 m de alcance (potência exigida de 100 HP, largura mínima do trator de 200 cm, peso mínimo de 4000 kg), e o KR-600, com 6,5 m de alcance (110 HP, 220 cm, 4500 kg). A potência de ambos os braços é de 68 HP.
Quando é preciso alterar o alcance durante a passagem — ora uma berma estreita, ora o contra-talude de uma vala larga —, recorre-se à série KR-Z POWER com braço telescópico: o KR-600Z atinge 6,4 m e exige um trator de 110 HP com uma massa mínima de 4500 kg, o KR-700Z chega aos 7,5 m com exigências de 130 HP e 5000 kg. Ambos os braços têm um sistema hidráulico próprio, com depósito de 220/240 litros e radiador de óleo que entra em funcionamento aos 45˚C, o que tem importância no trabalho de dia inteiro com uma cabeça de corte.
O que verificar antes do pedido de orçamento
- marca, modelo, potência, massa e largura do trator — deles depende o alcance admissível do braço,
- modo de fixação da cabeça na ponta do braço e caudal da hidráulica do portador,
- secção do material nos troços a intervencionar — se cabe no intervalo de 120 ou de 150 mm,
- a proporção de trabalhos nas copas das árvores face à desmatação junto ao solo, porque é isso que decide a escolha entre a serra circular e a tesoura-guilhotina.
Numa entrega como esta, na região de Kaunas, que abrange mais de uma dezena de cabeças iguais, o que conta não é a máquina isolada, mas a compatibilidade de todas as cabeças com os braços em que vão trabalhar. Por isso a escolha começa pelos dados do portador e não pelo nome do modelo da cabeça.
